
CRÓNICA, 13 Não consigo pensar em termos de utopias. Aliás, a palavra provoca-me urticária. Faz-me pensar em coisas dos anos sessenta, que geralmente me provocam um bocejo de enfado, ou em projetos revolucionários, homens novos e toda a espécie de transformações do mundo por decreto. Ná. Claro que também não consigo pensar em termos de "não há nada a fazer" ou "as coisas são o que são". Correndo o risco de parecer aborrecido e confortável e cosy, como numa imagem retirada de algum catálogo IKEA, sou dos que acham que as melhores experiências, e com os melhores resultados, de melhoria da condição humana coletiva foram feitas pelas social-democracias escandinavas. Acontece que entretanto duas coisas aconteceram - e estão relacionadas. Eu continuo a não crer em, nem a querer, utopias, messianismos, ou revoluções por decreto. Mas a crise atual é o absoluto oposto disso.
Finland’s Next Laws To Emerge From Online Crowdsourced Proposals Why isn’t that a law? You may have muttered this phrase or heard someone else say it out of frustration, but chances are that question has popped up in conversation in one form or another. It’s the universal plight of citizens to feel underrepresented by their government, expressing their frustration at what is and isn’t legal. Case in point: Finland now allows citizens to propose new laws online, and if an initiative gathers enough votes, the government must vote on it. This year, Finland has taken two huge steps to make crowdsourced laws a reality. The cofounder of Open Ministry Joonas Pekkanen explained that ”The citizens initiative can be either of two formats. The legislation creating Parliament in Finland (seen here from above) is now more accessible to citizens than ever. What’s great about this new system is that only 50,000 people need to back an initiative for government officials to consider it. A Google translated version of Finland’s Open Ministry platform
REPORT: GOLDEN DAWN, 1980-2012. THE NEONAZIS’ ROAD TO PARLIAMENT | Reports from the Edge of Borderline Democracy 425.000 Greek voters sided with a neonazi political party in the last election. Though Golden Dawn is implicated in a surge of violent attacks, and while its views range from the ridiculous to the downright racist, its popularity is rising by the day. What exactly is Golden Dawn, where does it come from, what is its true nature? What is the extent of their relationship to the police? “The political party of the crisis par excellence”. Golden Dawn is a neonazi organization, upgraded to a crowd-pleasing political party by riding on the wave of popular discontent with the established political system In response to this rising popularity, the principals of Golden Dawn have made some effort recently to disguise the nature of their party. They are not being truthful in the least: Golden Dawn is a neonazi organization, upgraded to a crowd-pleasing political party by riding on the wave of popular discontent with the established political system. Golden Dawn rally at Thermopylae
Right-wingers are less intelligent than left wingers, says controversial study - and conservative politics can lead people to be racist Children with low intelligence grow up to be prejudicedRight-wing views make the less intelligent feel 'safe'Analysis of more than 15,000 people By Rob Waugh Updated: 09:54 GMT, 8 February 2012 Right-wingers tend to be less intelligent than left-wingers, and people with low childhood intelligence tend to grow up to have racist and anti-gay views, says a controversial new study. Conservative politics work almost as a 'gateway' into prejudice against others, say the Canadian academics. The paper analysed large UK studies which compared childhood intelligence with political views in adulthood across more than 15,000 people. The authors claim that people with low intelligence gravitate towards right-wing views because they make them feel safe. The survey, which compared childhood intelligence with political views, is bad news for David Cameron, the Conservative Party Prime Minister but should give a lift to Labour Party leader, Ed Miliband, pictured in Question Time
Andaluzia decreta função social da propriedade e expropria bancos | Esquerda#.UWrMz-1xkwI.facebook É um acontecimento histórico o que se está neste momento a passar no Estado Espanhol, onde um movimento de massas se organiza para defender o direito à habitação e conseguiu demonstrar que quando se luta, com tenacidade e persistência, se conseguem vitórias. Plataforma Afectados pelas hipotecas, M12M, e outros movimentos mais localizados, que colocam milhares de pessoas nas ruas pelo direito à habitação, organizam ações de solidariedade e de resistência aos despejos, ocupam casas, ocupam bancos, denunciam as dívidas abusivas que as pessoas foram obrigadas a contrair para aceder a uma habitação. Demonstram que com o desemprego e com a crise chegaram a um limite, à exaustão, e não podem continuar a aceitar uma política que usa a habitação como uma forma de saque e de espoliação das famílias que, para conseguirem aceder a este direito fundamental têm que pagar preços elevadíssimos e se endividar para a vida. Esta pressão está a gerar frutos.
A solução dos 1% Paul KrugmanThe New York Times, 25 de Abril de 2013 Os debates económicos raramente terminam com uma derrota técnica. Mas o grande debate político dos últimos anos, entre keynesianos (que defendem a manutenção, e até aumento, dos níveis de despesa pública em contextos de recessão), e os austeritários (que pugnam por cortes imediatos na despesa), está - pelo menos no plano das ideias - a chegar ao fim. No ponto em que estamos, a perspectiva austeritária implodiu: não só todas as suas previsões falharam por completo quando confrontadas com a realidade, como a própria investigação académica, invocada para suportar essa doutrina, acabaria por se revelar repleta de erros e omissões e feita com estatísticas duvidosas. Restam portanto duas questões. Estes estudos não sobrevivem, de facto, ao escrutínio. A doutrina da austeridade, contudo, não só tem mantido como até reforçado o seu poder e influência em relação às elites. Mas esta não é apenas uma questão de emoção versus lógica.
Faltam áreas urbanas médias em Portugal - Economia Veja a infografia interativa Veja o gráfico em página inteira No ranking das cidades mais populosas de Portugal, metade estão junto a Lisboa. E, embora tenha sido a segunda capital da União Europeia que mais se desertificou nos últimos anos (perdeu 20% dos habitantes), o crescimento à volta "eleva a região ao 14.º lugar" das mais populosas da UE. Mas a maioria das grandes cidades perdeu população nestes 20 anos. O grupo das dez maiores cidades (ver gráfico) manteve-se nos últimos 20 anos, período em que as cidades passaram de 88 para 158. A população manteve-se estável nos dez milhões, apesar de o saldo natural ser negativo (diferença entre óbitos e nascimentos).