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Protestos

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Mídia internacional vê protesto "mais velho, mais branco e mais rico" do que os de 2013. Protesto cresce, mas manifestante mantém perfil de alta renda. O Brasil virou o país do fanatismo? - Galileu. As eleições presidenciais acabaram em outubro, com a legítima eleição da presidente Dilma Rousseff.

O Brasil virou o país do fanatismo? - Galileu

Desde o começo do ano, à medida que cada vez mais pessoas aprenderam a escrever “impeachment”, a reação dos partidários de ambos os lados ganhou contornos ainda mais radicais. Em meados de março, duas manifestações tomaram conta das ruas das principais cidades brasileiras: uma a favor do governo, e a outra, maior em número, contra. Protestos no Brasil: “O Governo não pode achar que está virando o jogo” O dia seguinte aos atos contra Dilma Rousseff, que teriam mobilizado ao menos meio milhão de brasileiros, ainda está sendo digerido.

Protestos no Brasil: “O Governo não pode achar que está virando o jogo”

Mas, já é possível tirar algumas conclusões importantes nessa ressaca. Não há motivos para celebrar nem por parte do Governo e nem do lado dos organizadores, entende Thiago de Aragão, cientista político da Arko Advice. Na sua avaliação, a adesão menor mostra um erro de estratégia dos organizadores dos atos anti-Dilma. Mas, milhares de pessoas gritando contra o Governo ainda é reflexo de um Executivo fraco, que tem baixa aprovação da sociedade. Manifestantes antigoverno são mal informados, apesar do alto grau de instrução, diz pesquisa - Articulação Sindical. Uma pesquisa realizada durante o protesto de domingo (12 de abril), na Avenida Paulista, em São Paul, expôs o perfil pouco politizado e desinformado dos manifestantes.

Manifestantes antigoverno são mal informados, apesar do alto grau de instrução, diz pesquisa - Articulação Sindical

Mesmo com um número bastante inferior aos de março, o movimento foi retratado pela mídia como demonstração de resistência ao atual governo, contra o PT e a corrupção. Coordenada pela professora Esther Solano, da Unifest (Universidade Federal de São Paul), e pelo filósofo Pablo Ortellado, da USP, o levantamento mostra que o descontentamento também se estende aos partidos de direita. A pesquisa mostra que 11% dos entrevistados disseram “confiar muito” no PSDB. Manifestantes anti-impeachment: um voto de confiança no sistema político. No protesto contra o impeachment de 31 de março, na Praça da Sé, em São Paulo, aplicamos questionário a 508 manifestantes.

Manifestantes anti-impeachment: um voto de confiança no sistema político

A abordagem foi aleatória, distribuída em toda a extensão da praça, entre as 17 e as 22 horas. A margem de erro máxima, com 95% de confiança, é de 4,3%. Nossa investigação dá sequência a duas outras conduzidas por dois dos autores em abril e agosto de 2015, que mostraram que os manifestantes que protestavam contra o governo Dilma não eram simplesmente antipetistas, mas tinham uma descrença generalizada no sistema político e defendiam direitos sociais, em desacordo com a liderança liberal dos protestos.

Já neste novo levantamento, é possível perceber que quem esteve na praça da Sé no último dia 31 para defender a permanência de Dilma Rousseff na presidência tem confiança nos políticos e nos partidos, sobretudo nos de esquerda. A pesquisa completa pode ser conferida aqui. Manifestação pró-Dilma reúne 95 mil pessoas em SP, diz Datafolha - 18/03/2016 - Poder. A manifestação em São Paulo a favor da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nomeado na última quinta-feira (17) ministro-chefe da Casa Civil, atraiu, segundo o Datafolha, 95 mil pessoas à região da avenida Paulista na tarde desta sexta (18).

Manifestação pró-Dilma reúne 95 mil pessoas em SP, diz Datafolha - 18/03/2016 - Poder

Protestos foram realizados em ao menos 45 cidades, incluindo todas as capitais do país, mas a capital paulista teve a maior aglomeração de pessoas –Lula foi à manifestação, onde permaneceu por cerca de uma hora e fez um discurso. O PT, um dos organizadores da manifestação (ao lado da CUT e outros movimentos sociais), disse que mais de 500 mil pessoas estiveram nela. A Polícia Militar estimou o público em 80 mil pessoas às 18h45, no auge do movimento. O pico de concentração de pessoas, segundo o Datafolha, se deu às 19h, quando 83 mil pessoas estiveram no local; 14 mil permaneceram do início ao fim. A contagem do instituto foi realizada das 16h às 20h30.