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Generacion Y. Domínio Público - Pesquisa Básica. O professor que odeia o livro. Por PAULO GHIRALDELLI JR.* É considerado habilidoso aquele soldado que carrega rapidamente sua arma e em fração de segundos tem o inimigo sob mira certeira.

O professor que odeia o livro

Também é muito apto o trabalhador fabril que ajusta uma peça na velocidade correta, então deslocada na sua direção por uma esteira na linha de montagem. Velocidade e destreza, nesses casos, são essenciais. O livro é o campo do intelectual. Esse professor é um inapto. Nessa cultura que a filósofa Olgária Matos chama de o “vamos direto ao ponto”, as palavras subjetivo e objetivo perdem sua melhor significação. Esse professor começou sua carreira sem perceber que iria se tornar o que se tornou. Paro por aqui, pois já ultrapassei o tanto de linhas que os alunos desse professor conseguem ler. *PAULO GHIRALDELLI JR é filósofo, escritor e professor da UFRRJ. TCC_GustavoMartins_Rimas. Obscenidades para uma dona-de-casa. Três da tarde ainda, ficava ansiosa.

Obscenidades para uma dona-de-casa

Andava para lá, entrava na cozinha, preparava nescafé. Ligava televisão, desligava, abria o livro. Regava a planta já regada, girava a agenda telefônica, à procura de amiga a quem chamar. Apanhava o litro de martíni, desistia, é estranho beber sozinha às três e meia da tarde. Podem achar que você é alcoólatra. Quatro horas, vontade de descer, perguntar se o carteiro chegou, às vezes vem mais cedo. Na fossa, rondava como fera enjaulada, querendo se atirar do nono andar. Quase cinco. As amigas da mãe discutiriam o episódio e a condenariam. Nem dizia gozar, usava ter prazer, atingir o orgasmo. Vai ver, um dos amigos de meu marido, homem não pode ver mulher, fica excitado e é capaz de trair o amigo apenas por uma trepada.

Caiu em si raciocinando se não seria alguém a mando do próprio marido, para averiguar se ela era acessível a uma cantada. Nenhuma. Interessa é que a gente assim se diverte. Tive vontade de rasgar tal petulância, um pavor. Jesus falava palavrão. Por Eloésio Paulo* Valei-me, Padre Vieira.

Jesus falava palavrão

“Os publicanos e as prostitutas vos precederão no reino de Deus.” (Mt, 21, 31) Quem pode garantir que Jesus não disse putas em vez da palavra consagrada pelas traduções correntes, tipicamente afetadas pelo moralismo da ideologia em que acabou (aqui, no sentido que você quiser) o cristianismo? Na Rede Vida passa uma “missa da cura” em que o tal frei Rinaldo nitidamente imita um locutor de rádio, e dos mais enjoados, tipo quase narrador de rodeio.

É ajudado por outro frade que nitidamente puxa seu saco, enquanto ele se faz de humilde apontando para uma cruz, como que dizendo: “Não sou eu quem faz tudo isso, é Jesus”. A triste constatação é que a Igreja Católica, responsável por boa parte do que chamamos cultura ocidental, rendeu-se ao inimigo. A) pudesse novamente levar à fogueira todos os hereges, caso em que o virtual churrasco que vos escreve não seria louco de redigir este artigo; Mas direis: tresloucado amigo, onde entra Jesus nessa história? Luís Fernando Veríssimo. Luis Fernando Veríssimo é um escritor, jornalista, humorista e cronista brasileiro, filho do também escritor Érico Veríssimo.

Luís Fernando Veríssimo

É o escritor que mais vende livros no Brasil. [Biografia de Luis Fernando Veríssimo] 1 - 25 do total de 137 pensamentos de Luis Fernando Veríssimo Gaúcho que é gaúcho não deixa sua mulher mostrar a bunda para ninguém. Nem em baile de carnaval. Luis Fernando Veríssimo Muitas mulheres consideram os homens perfeitamente dispensáveis no mundo, a não ser naquelas profissões reconhecidamente masculinas, como as de costureiro, cozinheiro, cabeleireiro, decorador de interiores e estivador. Nunca usei bombacha, não gosto de chimarrão e nem de me lembrar da última vez que subi num cavalo. [Ao ser perguntado por que costuma o número dezessete tantas vezes em suas crônicas] Dezessete é um número cabalístico e, sendo cabalístico, eu não posso revelar.

A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Pensei vagamente em estudar arquitetura, como todo o mundo. 1. Beleza, bondade e nobreza da alma.

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