Currículo e Portfolio. Atirei o Pau ao Gato do Benfica: pai explica-se... "Contra o Benfica não, contra o clubismo exacerbado". É desta forma que se justifica em declarações ao Relvado o pai portista que se queixou da versão "Vai- te embora pulga maldita / batata frita / viva o Benfica" da canção infantil "Atirei o pau ao gato". Eduardo Mascarenhas provocou a polémica depois de denunciar e de contestar o facto de a cantilena ser cantada no jardim de infância que a sua filha frequentava, em Mafra. "Se não batessem na minha filha, não me chateava tanto", ressalva, denotando que tinha conhecimento da situação desde o início do ano lectivo, mas realçando que só agiu depois de a mulher ter reparado que o caso "começou a criar conflitos na sala de aula".
Eduardo Mascarenhas revela ao Relvado que "aquilo começou a trazer problemas" e justifica assim que tudo isto se transformou numa "causa" pedagógica, garantindo que não está particularmente interessado na questão clubística. "Fui hooliganizado! " "Estás a puxar pelo Benfica?! " Foi contactado pelo FC Porto. Benfica: grupo de sócios acusa direção de "ameaças" São um grupo de sócios do Benfica, que reclamam absoluta independência e anonimato, para criticarem a direção de Luís Filipe Vieira, que acusam de assumir "medidas de coação e de pressão inadmissíveis". Em conversa com o Relvado, estes elementos acusam mesmo o vice-presidente da Luz, Rui Gomes da Silva, de ter visitado um sócio do clube, autor de um blogue crítico, no seu local de trabalho. Ameaças e pressões - "Após a Assembleia Geral [AG], alguns sócios queixaram-se de ter recebido bilhetes em casa ou chamadas com ameaças e pressões", relata um elemento do Grupo ao Relvado, referindo ainda o "grave caso em que Rui Gomes da Silva se deslocou ao local de trabalho de um sócio (autor do blogue "Ontem vi-te no Estádio da Luz"), tendo perguntado por ele aos colegas e chefes".
Sobre a AG, criticam a postura dos dirigentes e falam em percentagens da votação "aldrabadas para parecer mais renhido". Crise financeira no Desporto. São tempos complicados para o desporto nacional, que começa a dar sérios sinais de não resistir à crise que assola o país. A somar aos persistentes rumores, e às certezas, de salários em atraso nos clubes de futebol, com a situação da União de Leiria no centro das atenções, surge a dramática situação da equipa de basquetebol do CAB-Madeira, que se viu obrigada a desistir dos "playoffs" da Liga Masculina por falta de dinheiro para viajar até ao Porto.
O princípio que não é pago - O Conselho de Administração do CAB-Madeira lamenta não ter conseguido reunir verbas suficientes para pagar a deslocação da equipa ao Porto, frisando que estão em causa "despesas de transportes aéreos, alojamento e alimentação" e queixando-se de que nunca teve direito a quaisquer apoios no âmbito do Princípio da Continuidade Territorial que está previsto na Lei de Bases do Desporto. Vem aí o "fair-play" financeiro - Evangelista tem repetido com insistência a ideia de que os clubes vivem acima das suas posses. Perfil no Facebook. A minha avó Linda já sabia! Quando a minha querida avó, infelizmente já falecida, nos dizia que os tempos de miséria ainda haveriam de voltar, não acreditávamos nela!
Eu e os meus irmãos soltávamos um sorriso complacente - o sorriso ingénuo dos que não sabem nada da vida. Muito antes de a crise nos esvaziar os bolsos, bem antes de aparecerem todos os especialistas económicos a falarem do assunto, a avó Linda sabia que a prosperidade não era um dado adquirido. Mulher de sete filhos (viu dois falecerem em bebés e uma filha adulta ser levada pela doença), com mãos calejadas por demasiados anos de trabalho no campo, ela já sabia, nos idos 1990´s, que a economia gira e gira e volta sempre a cair no lombo dos mais fracos.
Tinha razão, a minha querida avó! O país afunda-se de novo na miséria. Temo que nem os próprios motores das políticas de austeridade acreditem nos seus pretensos efeitos positivos, a longo prazo. O Natal da meninice. No Natal da minha infância, o Pai Natal era figura irrelevante. Nem me lembro de acreditar nessa personagem que hoje domina o universo de fantasia das crianças. Nesses dias da inocência, era o Menino Jesus quem entregava as prendas. Sabíamos bem, eu e os meus irmãos, que eram os nossos pais quem nos presenteavam com algo fora do comum naquele dia especial. Porque, não como agora, só havia presentes naquele dia e doces e guloseimas. O Natal era o tempo de todo o açúcar, pois no resto do ano os nossos pais não nos permitiam tanta gulodice. E não havia miúdos obesos! Hoje em dia, os miúdos confinam-se ao lar, perante todos os perigos do exterior.
Os miúdos deste tempo já parecem nascer sem a ingenuidade que nos animava nos dias da minha infância. Éramos tão puros como a imagem do Menino Jesus no presépio. Na fila do desemprego... Hoje é o primeiro dia de uma nova vida! HOJE é o primeiro dia de uma nova vida! Tenho que o repetir, em voz alta, para acreditar. Caí na crescente fileira de desempregados deste país entristecido, após 12 anos vinculada ao Relvado.com, um projecto que nasceu há precisamente 12 anos! Sou jornalista, gestora de conteúdos e de comunidades na internet (nunca tanto esta terminologia me ressoou na cabeça!). 36 anos. Durante 10 desses 12 anos fui a alma do Relvado.com, alimentando-o sozinha. Fui jornalista, editora, gestora de conteúdos, gestora de comunidades, publicitária, moderadora, utilizadora disfarçada, bombeira, incendiária, polícia, árbitra, jardineira...
O Relvado.com passou da Eurotux, ao AEIOU e à Impresa, sempre comigo como a mulher do leme. Como mãe adoptiva e de sangue, sei que é preciso soltar a mão dos filhos, largá-los no mundo! Quanto ao futuro, ninguém sabe o que virá. O jornalismo em vias de extinção. Quanto entrei para a Universidade, no longínquo ano de 1994, já o jornalismo estava em crise! Então, o grande problema era a falta de experiência dos recém-licenciados; os cursos de jornalismo/comunicação social estavam desvalorizados e as principais publicações privilegiavam, sobretudo, o trabalho feito.
Como mudaram as coisas! Hoje em dia, as ofertas de emprego que existem por aí são maioritariamente para recém-licenciados, mão de obra baratinha (nalguns casos de borla!) E disposta a tudo. O foco passou da qualidade para o pragmatismo da crise! Mas se a profissão continua imersa na crise, embora de outro padrão e gravidade, é sinal de que o futuro não pode ser próspero para o jornalismo.
A maioria dos jornalistas escreve/fala para os da sua classe, quando executa uma peça jornalística. Risotto de azedas com morangos e bolinhos de feijão. Risotto de ervas silvestres com morangos e bolinhos de feijão com farinha de milho Ingredientes: Para o risotto vai precisar de: Arroz que farte Caldo de uma galinha caseira (criada pela mãe) Um copo de vinho branco feito pelo pai Um punhado de ervas colhidas delicadamente no jardim Alho a gosto Um fio de azeite Manteiga e queijo ralado que bastem Três ou quatro morangos apanhados no canteiro Para os bolinhos precisará de: Uma mão cheia de farinha de milho Um punhado generoso de feijões tarrestre Ervas aromáticas bastantes Leite que chegue Modo de preparação: Para os bolinhos tomar um punhado de farinha de milho generosamente moída pela mãe.
Para preparar o risotto, começar por refogar o alho com um fio de azeite. Depois de o risotto pronto, é preciso cortar os morangos crescidos no jardim, dispondo a preceito, na hora de servir. Acompanha com um copo de água da torneira. A indiferença. Há um homem que lê contos em voz alta num comboio. É de manhã bem cedo e os viajantes exibem caras de sono, olham o vazio ou miram pela janela a paisagem. O leitor, numa voz colocada de actor, desfia um texto de Herberto Hélder sobre a indiferença.
E é indiferentes que os passageiros o ouvem. Vão pensando no trabalho que os aguarda, arranhando o dia que começa com um olhar apático. Ninguém quer saber do esforço que o homem faz para se ouvir na barulheira da viagem. Evita-se o contacto directo com o leitor, olhando-se de esguelha para os seus sapatos, as suas unhas, o boné que lhe aconchega a cabeça. É com esta mesma indiferença que é encarado o mendigo de barbas brancas que, sentado em frente a uma loja de roupa cara, pede esmola com um sobretudo roto e sujo.
É na indiferença pelos outros que corre a vidinha de todos os dias! Andamos todos um pouco adormecidos, ensonados por dentro e por fora. Uma Tarde Em Sintra. A arte da palavra. Auto-retrato. A minha costela bracarense está feliz. Lembro-me de ir ao velhinho Primeiro de Maio, nos anos da tenra juventude, assistir aos jogos do Sporting de Braga contra os grandes. Era uma desolação! Frente ao Benfica, o Estádio por completo empedernia-se a torcer pelo clube de Lisboa. E contra o FC Porto havia sempre a garantia de pedras a voarem pelo ar e de umas murraças trocadas nas bancadas, a apimentarem o futebol jogado. Ainda não há muitos anos, quando morava em Braga, o habitual era ouvirem-se comemorações pelas vitórias do Benfica e nunca pelos triunfos do Sp.
Braga. Foi um longo caminho este o percorrido pelos arsenalistas rumo à conquista da Taça da Liga 2012/2013. Um título, convenientemente festejado pelos bracarenses, que o Sp. Como portista, ficaria um pouco envergonhada até por ganhar um troféu de uma competição que tanto temos desprezado. Para lá das lágrimas de Hugo Viana nos festejos do título, assinalo a especial dedicatória feita pelos jogadores arsenalistas ao presidente António Salvador.