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Edson Moura da Silva

Doutorando em Educação - PUC MINAS BH

Professor é chave para o sucesso no uso de tecnologia na sala de aula. O uso das tecnologias em sala de aula – considerado um caminho sem volta por especialistas em educação – depende essencialmente dos professores para dar certo.

Professor é chave para o sucesso no uso de tecnologia na sala de aula

Por isso, eles se tornaram o grande alvo dos programas atuais do Ministério da Educação para promover o aproveitamento de ferramentas tecnológicas nas escolas. O Núcleo de Tecnologia Educacional de Taguatinga recebe cerca de 20 professores para formação em cursos do Proinfo. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA Das primeiras experiências com a distribuição de laboratórios de informática à mudança de estratégia depois do projeto piloto do Um Computador por Aluno, a formação de professores para o tema não perdeu força.

O Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo), que centraliza as estratégias do governo federal na área, capacitou 644.983 docentes desde 2008. Leia também: Falta de infraestrutura travou plano de levar computadores para a sala de aula Vitrine de Lula, programa Um Computador por Aluno só chegou a 2% dos estudantes. Dez tendências da tecnologia na educação - notícias em Educação. Se por um lado é impensável ignorar a importância da tecnologia na vida de jovens do mundo inteiro, por outro o uso dessa tecnologia na sala de aula ainda gera grandes debates entre educadores e acadêmicos.

Dez tendências da tecnologia na educação - notícias em Educação

Como transformar os investimentos (muitas vezes altos) em tecnologia em ideias que de fato melhorem o desempenho e aprendizado dos alunos? O tema foi discutido em São Paulo, em um seminário recente da Fundação Santillana e da Unesco (braço da ONU para educação e cultura). Não há consenso sobre o assunto, e muitos estudos ainda não encontraram correlações diretas entre uso da tecnologia e melhor aprendizado. Mas observadores acreditam que se internet, tablets, computadores, aplicativos e outras plataformas forem usadas para estimular a imaginação dos alunos e amparar o trabalho do professor, com objetivos claros, podem ter impactos positivos não apenas nas notas, mas no desenvolvimento de habilidades e no engajamento dos estudantes. Especial Tecnologia na Educação - Porvir. A tecnologia está mudando a forma como produzimos, consumimos, nos relacionamos e, até mesmo, como exercemos a nossa cidadania.

Especial Tecnologia na Educação - Porvir

Agora é a vez de transformar também a maneira como aprendemos e ensinamos. Quando os computadores chegaram às escolas, nossa intenção era educar para o uso das tecnologias. Hoje usamos as tecnologias para educar. A promessa é que esses novos recursos tecnológicos nos permitam avançar na superação de três grandes desafios da educação. O primeiro deles é a equidade: • Ampliação do acesso ao conhecimento e a recursos educacionais diversificados; • Personalização (inteligência artificial para acompanhar o que cada um aprendeu e como aprende melhor, tudo isso em tempo real, além da oferta do que cada um precisa, a partir dos seus interesses e ritmos) Importante destacar que a tecnologia não vai resolver todos os problemas.

Também é preciso ter cuidado para que a tecnologia não crie apenas uma versão digital de práticas pedagógicas tradicionais. O desafio de usar a tecnologia a favor do ensino. Não restam dúvidas sobre a intensa presença da tecnologia no dia a dia dos jovens – uma geração que já nasceu conectada com o mundo virtual – e os impactos que esse novo perfil de aluno traz ao ambiente escolar.

O desafio de usar a tecnologia a favor do ensino

Esse contexto lança o desafio para escolas e professores sobre como usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Lutar contra a presença deles não é mais visto como uma opção. “Estamos no século 21, não tem como dar aula como se dava há 10 anos”, diz Glaucia Brito, professora do departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especialista em Tecnologia na Educação. Para ela, a escola está atrasada.

Os jovens são outros e os professores precisam se transformar para seguir essa mudança. O uso da tecnologia pode ser proveitoso no estudo interativo de conteúdos, tornando-os mais atraentes e fazendo com que o aluno adote uma postura mais participativa. “Tem professor que reclama que os alunos não prestam atenção, ficam só no celular. Programa global de empreendedorismo inspira meninas a seguirem carreira na área da tecnologia. Equipe PortMund, de Recife, representou o Brasil na final mundial do Technovation Challenge, com um jogo sobre o uso consciente da água.

Programa global de empreendedorismo inspira meninas a seguirem carreira na área da tecnologia

Foto: Divulgação/Codegirl Você já parou para pensar por que existem tão poucas mulheres envolvidas com a tecnologia? O senso comum acredita que é por falta de interesse ou aptidão delas. O estereótipo de que “Matemática é para meninos” influencia desde cedo a maneira como as meninas enxergam as próprias capacidades, o que pode colaborar para que elas não escolham carreiras relacionadas à disciplina, como engenharia ou computação. Mas vários estudos mostram que isso não é verdade e que a escola tem um papel fundamental nessa questão.

Você, educador, deve perceber em sua turma que autoconfiança e bom desempenho estão relacionados. “Para mudarmos a realidade das mulheres na tecnologia, é preciso atuar durante a formação escolar, quando elas ainda não escolheram que carreira seguir. Os resultados são muito interessantes. Um abraço,Iana Chan.